Encontro Nacional de Mulheres com Deficiência encerra com propostas para fortalecer políticas públicas

Programação contou com painéis, apresentações culturais, rodas de conversa e a elaboração da Carta de Mulheres com Deficiência, além de sugestões para orientar políticas públicas e ações governamentais

Organizado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o Encontro Nacional de Mulheres com Deficiência: Protagonismo sem Limite se encerrou nessa quarta-feira (26/3) com a apresentação de propostas voltadas ao enfrentamento da violência, ao fortalecimento da participação política e à ampliação de políticas públicas para mulheres com deficiência. O documento final do evento, que deverá ser chamado de “Carta de Mulheres com Deficiência”, será divulgado em abril.

A iniciativa, que contou com o apoio da meio da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), reuniu mais de 200 representantes de diversas regiões do país, ativistas, pesquisadoras e autoridades públicas para debater temas relacionados a direitos e inclusão.

A secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Anna Paula Feminella, destacou que o evento foi organizado para ser um espaço de escuta e troca de experiências. “Ao reunir diferentes lideranças, promovemos reflexões sobre os desafios para garantir direitos, com foco na equidade e na participação social. A importância deste momento está justamente na sua capacidade de apontar estratégias para transformar a realidade do nosso país, que conta com 10,7 milhões de mulheres com deficiência”, disse.

Embora representem 10% da população feminina no Brasil, as mulheres com deficiência são marcadas por grandes desafios. No mercado de trabalho, por exemplo, a renda média delas é 34% menor do que a renda das mulheres sem deficiência, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2022, desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Organizado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o Encontro Nacional de Mulheres com Deficiência: Protagonismo sem Limite se encerrou nessa quarta-feira (26/3) com a apresentação de propostas voltadas ao enfrentamento da violência, ao fortalecimento da participação política e à ampliação de políticas públicas para mulheres com deficiência. O documento final do evento, que deverá ser chamado de “Carta de Mulheres com Deficiência”, será divulgado em abril.

A iniciativa, que contou com o apoio da meio da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), reuniu mais de 200 representantes de diversas regiões do país, ativistas, pesquisadoras e autoridades públicas para debater temas relacionados a direitos e inclusão.

A secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Anna Paula Feminella, destacou que o evento foi organizado para ser um espaço de escuta e troca de experiências. “Ao reunir diferentes lideranças, promovemos reflexões sobre os desafios para garantir direitos, com foco na equidade e na participação social. A importância deste momento está justamente na sua capacidade de apontar estratégias para transformar a realidade do nosso país, que conta com 10,7 milhões de mulheres com deficiência”, disse.

Embora representem 10% da população feminina no Brasil, as mulheres com deficiência são marcadas por grandes desafios. No mercado de trabalho, por exemplo, a renda média delas é 34% menor do que a renda das mulheres sem deficiência, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2022, desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A coordenadora-geral de Articulação Institucional e Participação Social da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (SNDPD), Isadora Nascimento, abordou a importância do cuidado como um direito e sua relação com o acesso à informação e ao suporte adequado. “Historicamente, as mulheres com deficiência enfrentam grandes desafios quando não estão politicamente fortalecidas em relação aos seus direitos. A falta de informação sobre a quem recorrer, com quem conversar, impacta diretamente no acesso ao cuidado. E quando esse cuidado recai exclusivamente sobre as mães, torna-se ainda mais difícil de lidar. Quando reconhecemos que o cuidado é um direito e que essa responsabilidade deve ser compartilhada, nos aproximamos de uma sociedade mais justa”, pontuou.

Os debates trataram da interseccionalidade e da relação entre deficiência e identidade. Sol Terena, do povo Terena, destacou a participação indígena em espaços políticos e a relevância de iniciativas que ampliam a visibilidade de pessoas indígenas com deficiência. “A participação do indígena com deficiência no espaço político tem aumentado, e eventos como esse nos ajudam a levantar a nossa voz e ser ouvidos. Ser indígena com deficiência e mulher é um ato de resistência a cada dia”, ressaltou.


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By Portal Arrasta pra cima

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