Segundo um levantamento de 2025 elaborado pela agência classificadora de risco Austin Rating, baseado em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil terminou 2024 entre as dez maiores economias do mundo, mas a posição do país caiu de nono para décimo primeiro lugar em 2025 (ultrapassado por países como Rússia e Canadá), embora com uma projeção de crescimento econômico 0,1 ponto percentual maior.
No ranking global da consultoria, o Brasil, cujo PIB nominal foi estimado em US$ 2,26 trilhões em 2025, não figura mais entre as 10 maiores economias do mundo, enquanto a Rússia avançou da 11ª para a nona posição.
O crescimento esperado para a economia brasileira, que era de 2,3%, foi reajustado para 2,4% pelo FMI até o final do ano, mas deve desacelerar em 2026, segundo o último relatório do World Economic Outlook (WEO): pode atingir 1,9%.
As causas apontadas pela instituição são a guerra tarifária motivada pela política norte-americana, a instabilidade geopolítica global e a indefinição acerca das relações entre Estados Unidos e China, que continua no segundo lugar mundial em termos de expansão.
O primeiro lugar ainda é dos EUA, com crescimento esperado de 2% este ano e aumentando para 2,1% em 2026.
Já no caso da China, segunda maior economia global, a expansão pode ser de 4,8% em 2025 e de 4,2% em 2026.
O ranking é calculado com base nas projeções do PIB nominal, medido em dólares, considerando taxa de câmbio, crescimento econômico e outros indicadores macroeconômicos, como inflação, políticas fiscais e monetárias e dados do World Economic Outlook (WEO).
Em 2024, o crescimento do PIB do Brasil foi de 3,4%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o sétimo lugar em crescimento econômico, puxado sobretudo pela retomada das safras agrícolas, que elevou o comércio internacional no primeiro setor.
Para 2025, no entanto, as políticas monetária e fiscal mais restritivas, além do cenário internacional marcado por crises políticas e comerciais, fizeram com que esse índice desacelerasse de forma moderada.
O FMI projeta um crescimento global mais lento nos próximos anos, a uma taxa estimada de 3,1% em 2026, uma leve melhora em relação às projeções do World Economic Outlook em julho, mas 0,2 ponto percentual abaixo das projeções feitas em outubro, num cenário que reflete “incerteza e protecionismo, ainda que o choque das tarifas tenha sido menor do que originalmente anunciado”, afirma a instituição.
O crescimento de médio prazo dos países do G20, as 20 maiores economias do mundo, foi o mais fraco desde a crise de 2009, de acordo com o FMI.
As regiões que mais vão crescer em 2026, segundo as projeções, são os países emergentes da Ásia (4,7%), da África Subsaariana (4,4%) e do Oriente Médio e Ásia Central (3,8%). Enquanto isso, a Europa deve ter o menor dos índices, com 1,1% projetado para o ano que vem.
Confira a lista das 10 maiores economias do mundo, segundo a Austin Rating:
| Posição | País / Economia | PIB nominal estimado (USD) |
|---|---|---|
| 1º | Estados Unidos | US$ 30.615,7 bilhões |
| 2º | China | US$ 19.398,6 bilhões |
| 3º | Alemanha | US$ 5.013,6 bilhões |
| 4º | Japão | US$ 4.279,8 bilhões |
| 5º | Índia | US$ 4.125,2 bilhões |
| 6º | Reino Unido | US$ 3.958,8 bilhões |
| 7º | França | US$ 3.361,6 bilhões |
| 8º | Itália | US$ 2.543,7 bilhões |
| 9º | Rússia | US$ 2.540,7 bilhões |
| 10º | Canadá | US$ 2.283,6 bilhões |
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