
Histórias do coveiro da cidade quente e fedida
Carlos Santiago* No ano 2.125, às seis horas da manhã, numa cidade quente e fedida, controlada por malfeitores, em que músicas religiosas tocam em toda parte e com gangues que autorizam os horários de mobilidade da população, Diógenes caminha rapidamente nas ruas com máscara no rosto rumo ao cemitério abandonado que tem uma pichação no muro que diz: "aqui ratos comem ratos". Ele ia visitar os restos do ser mais extraordinário que conheceu e teria que passar pelos esqueletos que vampirizam o presente daquela cidade. Na rua central do Sepulcrário, jazigos quebrados de pessoas que foram poderosas e…