O Governo do Amazonas tem intensificado, nos últimos anos, a implementação de políticas públicas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O foco central é a ampliação do acesso a serviços de saúde, educação inclusiva e assistência social. As iniciativas buscam garantir mais qualidade de vida e assegurar direitos fundamentais a esse público e suas famílias.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica que afeta a comunicação e a interação social. Segundo o IBGE, o estado possui atualmente 43.983 pessoas diagnosticadas, o que representa 1,1% da população. Diante deste cenário, o autismo no Amazonas tornou-se prioridade na gestão pública.
Avanços na Saúde e Atendimento Multiprofissional
Na área da saúde, o fortalecimento do atendimento especializado tem sido um pilar fundamental. Nos últimos doze meses, o Governo inaugurou três Caics (Centros de Atenção Integral à Criança) dedicados ao público com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Recentemente, a rede foi reforçada com a abertura do Centro de Atenção Integral Juventude TEA, focado em jovens de 12 a 18 anos. Integradas à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), essas unidades oferecem acompanhamento multidisciplinar e terapias individualizadas para estimular o desenvolvimento cognitivo e emocional dos pacientes.
Cidadania e Garantia de Direitos
A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEPcD) atua diretamente na emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). O documento é essencial para facilitar o acesso a serviços prioritários.
Desde 2021, já foram emitidas mais de 20 mil carteiras. Para mães como Marina Valéria, o documento é transformador: “Com a Ciptea, pude emitir o cartão do vale-transporte e garantir o lazer do meu filho”, relata. A versão digital do documento agora facilita ainda mais o acesso nacional aos serviços de educação e saúde.
Educação Inclusiva e Capacitação Profissional
No campo educacional, o estado oferece mediadores para acompanhar alunos com autismo no Amazonas no ensino regular. Além disso, estruturas como a Escola Estadual de Atendimento Específico (EEAE) Mayara Redman Abdel Aziz reforçam o suporte especializado.
Para sustentar essa rede, o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) ampliou a oferta de cursos de capacitação. São turmas focadas em formações como Auxiliar em Terapia ABA e Agente de Inclusão, preparando profissionais para lidar com a demanda crescente na capital e no interior.
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