A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) encerra, nesta sexta-feira (10/04), uma rodada de capacitações estratégicas em Tabatinga. O objetivo é otimizar o manejo e a distribuição de soros antiveneno nos municípios de Benjamin Constant, Santo Antônio do Içá e na própria sede da ação, garantindo que o tratamento chegue mais rápido a quem vive em áreas isoladas.
Descentralização para Salvar Vidas
Atualmente, a maioria dos imunobiológicos está concentrada em hospitais nas sedes municipais. No entanto, o cenário epidemiológico mostra que a maior parte dos acidentes ofídicos ocorre em zonas rurais. Para a FVS-RCP, mudar essa logística é uma questão de sobrevivência para as populações locais.
“O fator tempo é determinante para evitar agravamentos e óbitos. Ao levar esse insumo para mais perto das aldeias e comunidades rurais, ampliamos as chances de recuperação dos pacientes”, explicou a diretora-presidente da instituição, Tatyana Amorim.
Prevenção da Raiva e Vigilância Ambiental
Além dos acidentes com serpentes, o treinamento aborda a prevenção da raiva humana. Segundo Elder Figueira, diretor de Vigilância Ambiental, a meta é fortalecer as campanhas de vacinação de cães e gatos na região de fronteira.
A ação educativa instrui os profissionais de saúde sobre como proceder em casos de ataques de animais transmissores e reforça a importância da vigilância constante em áreas de floresta.
Parcerias Estratégicas no Alto Rio Solimões
O projeto é realizado de forma integrada entre o Governo do Amazonas, a Fundação de Medicina Tropical, o Projeto Ajuri e o Dsei Alto Rio Solimões. Essa união de esforços permite que a saúde pública seja levada de forma equitativa, respeitando as particularidades geográficas e culturais das comunidades indígenas e ribeirinhas do estado.
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